
"Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico"
Pese embora o voto de pobreza a que a Ordem Franciscana obriga, Frei Vítor Melícias, recebe uma modesta reforma de € 7450!!!!! Olh'ó caramelo! Com que então aceitável!?


Está bem... façamos de conta!
"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."
Mário Crespo
Foda-se, finalmente ainda há alguém que sabe conjugar o presente do conjuntivo. Sim, aquele modo verbal que exprime uma dúvida, um desejo ou uma possibilidade!
Agradeçamos por ainda haver jornalistas que se preocupam em dizer algumas verdades! Bem haja para ti, ó Crespo.

"Politicas de valorização do 1º ciclo do ensino básico em Portugal" apresentado esta segunda-feira em Lisboa, onde foram feitos rasgados elogios à actuação da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues.
Na apresentação desta avaliação, o primeiro-ministro, José Socrates, chegou a referir, a propósito do relatório liderado pelo britânico Peter Mathews, ser necessário virem pessoas "de fora" para dizer "bravo" às politicas ministeriais.
Entretanto, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) esclareceu que, ao contrário do que foi noticiado, não teve qualquer ligação ao estudo, conduzido "por peritos independentes" que foram "directamente" recrutados pelo Ministério.
Diário de Notícias, 28 de Janeiro de 2009
E estamos nisto! Estes gajos devem pensar que somos todos parvos!

O Relatório dito da OCDE foi encomendado e pago pelo Governo.
Mais uma manobra do propagandista mor da República!
Veja-se o desenvolvimento desta alegre notícia em:
http://www.profblog.org/2009/01/o-relatrio-dito-da-ocde-foi-encomendado.html
Como dizem na minha terra: um defeito nunca vem só - além de panascas este gajo é aldrabão que se farta.
Aldrabões p'ró caralho!

Diga-se que não sou lá muito de apostas nem de jogos a dinheiro, mas sexta-feira passada surgiu uma oportunidade à qual eu não pude fugir de apostar convencido que vou ganhar um belo jantar à pala, num restaurante à escolha.
Aquando da apresentação da última moção do CDS-PP para suspensão do modelo de avaliação e apresentação de uma proposta de lei para a sua substituição, antevi 3 cenários possíveis:
- 1º : mantendo-se a votação da moção anterior com 5 votos PS contra e 2 abstenções, o governo deixava cair esta fantochada; sai em bem alegando que tudo fez para a levar a cabo; os dissidentes do PS também saiam em bem mantendo a postura anterior
- 2º : mantendo-se a mesma votação, o governo sabendo que está num beco sem saída, admitia "pronto, ok, pá, nós até somos democratas, vamos lá a rever isto para que a coisa role" e até também saía benzinho
- 3º : a moção sendo chumbada, seria o princípio da queda da maioria absoluta
E foi precisamente a isto que eu apostei. Este governo, nunca na vida ganhará as legislativas com maioria absoluta!
É nisso que acredito e é por isso que lutarei, diária e constantemente, até que estes arrogantes de merda vão todos p'ró caralho!
Estou farto desta merda, pá!
Obs.: já nem precisava da ajuda do Freeport ! hihihihihi ...


Comprei um livro ao meu puto de Jeremy Strong "A Super-Vaca salva o mundo". Não sei porquê, imediatamente esse título sugeriu-me qualquer coisa. Apercebendo-me de que era um número de uma colecção "Parte o coco a rir com ..." , curioso e bem-disposto como sou, perguntei ao livreiro se haveria outros exemplares disponíveis. Solícito o senhor apressa-se em esclarecer-me:
- Sim senhor. Da mesma divertidíssima colecção, também temos uma versão para adultos "A Super-Vaca reunifica classe docente". Muuuuu!!!